Isadora
O vento da varanda me envolvia como um abraço silencioso, frio e necessário. Eu estava descalça, sentindo o gelo suave do piso de pedra sob os pés, um contraste gritante com o incêndio que rugia no meu peito. Meus cabelos estavam soltos, sendo levados de um lado para o outro pelo ar do crepúsculo, como se o meu próprio corpo pedisse movimento, pedisse fuga, pedisse para não explodir por dentro. A luz da tarde, em seus últimos suspiros, deixava tudo dourado demais, bucólico demais para