Isadora
Brasília tinha me devolvido a mim mesma.
Não de um jeito milagroso, nem dramático — mas honesto. Os dias ali foram simples: o cheiro do café da manhã, o sol batendo no quintal da casa onde cresci, o silêncio confortável das noites sem perguntas difíceis. Depois de meses, eu não estava tentando entender ninguém além de mim.
E isso bastava.
Era como se eu estivesse precisando de férias depois de trabalhar um longo ano exaustivo.
Na manhã da volta, arrumei a mala com calma. Sem press