Isadora não voltou para casa.
A constatação era simples, quase banal, mas pesava como uma sentença de morte cada vez que eu cruzava os corredores vazios. A mansão, que por um breve momento pareceu um lar, havia retornado ao seu estado natural: um museu de mármore e silêncio. Sofia me perguntou por ela cinco vezes antes do meio-dia. Respondi com a mesma mentira cuidadosa, a voz soando mais oca a cada repetição: “Ela precisou resolver algumas coisas de trabalho, mas logo volta.” A criança me olh