Mundo de ficçãoIniciar sessãoIsadora
Acordei antes que a luz do sol vencesse as cortinas. Rafael ainda dormia profundamente, o braço pesado sobre a minha cintura, uma possessividade que agora eu entendia. Fiquei ali, imóvel, sentindo as batidas do meu coração acelerarem ao lembrar da madrugada. “Eu te amo.” As palavras dele ainda ecoavam no silêncio do quarto como um trovão. Eu ouvi. Ouvi cada letra, senti a vibração da voz dele na minha pele, mas a coragem me faltou. Fingi o sono porque a verdade me apavorava. Eu também o amava, mas dizer aquilo em voz alta era como assinar um pacto com a vulnerabilidade, e eu ainda tinha cicatrizes demais. Um arrependimento ama







