Isadora
Havia uma frase em psicologia que eu sempre repetia a mim mesmo: o cérebro humano demora a se acostumar com a ausência de caos. Nos dias que se seguiram à audiência, eu me sentia exatamente assim. Eu estava feliz, mas era uma felicidade tingida de paranoia. A mansão não parecia mais uma prisão, os beijos de Rafael não eram mais simulações e Sofia florescia em uma segurança que nunca tivera. No entanto, o silêncio da bonança me assustava. De tantas perdas que acumulei, parecia que, a qu