Isadora
A luz da manhã de 11 de setembro não carregava peso. Não havia aquela sensação de ressaca emocional, nem o luto silencioso que eu aprendera a reconhecer. Era uma claridade tranquila, quase respeitosa, que desenhava sombras suaves no quarto e iluminava o rosto de Rafael ainda adormecido ao meu lado.
Observei-o por alguns instantes. O maxilar relaxado, a respiração profunda, o vinco entre as sobrancelhas finalmente ausente. O homem que o mercado temia, que conselhos administrativos resp