18 — Um abraço

Acordei com um estrondo tão alto que meu corpo reagiu antes da minha consciência. Me sentei na cama com o coração martelando, ainda presa à névoa do sono. Outro barulho ecoou — madeira arrastando, vidro batendo, vozes masculinas.

Meu instinto gritou.

Estiquei a mão para o lado da cama e agarrei o taco de beisebol.

Sim, eu durmo com um. Depois do que passei, confio mais nele do que na polícia.

Saí do quarto devagar, pés descalços, a respiração presa na garganta. Quando virei para a sala…

Homens.

Três.

Dentro da minha casa.

Um desmontava meu pequeno armário. Outro enrolava minhas roupas em plástico bolha. Outro estava mexendo na minha cozinha.

— O QUE É ISSO?! — Meu grito cortou o ar.

Os três pararam. Um deles, claramente sem graça, ergueu as mãos.

— Senhorita, perdão. Somos da equipe da mansão. O senhor Eduardo mandou vir buscar suas coisas.

Meu estômago despencou.

Puxei o celular com a mão trêmula e liguei para ele.

— Eduardo?! — Eu quase gritei quando ele atendeu. —
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