Acordei com um estrondo tão alto que meu corpo reagiu antes da minha consciência. Me sentei na cama com o coração martelando, ainda presa à névoa do sono. Outro barulho ecoou — madeira arrastando, vidro batendo, vozes masculinas.
Meu instinto gritou.
Estiquei a mão para o lado da cama e agarrei o taco de beisebol.
Sim, eu durmo com um. Depois do que passei, confio mais nele do que na polícia.
Saí do quarto devagar, pés descalços, a respiração presa na garganta. Quando virei para a sala…
Homens.
Três.
Dentro da minha casa.
Um desmontava meu pequeno armário. Outro enrolava minhas roupas em plástico bolha. Outro estava mexendo na minha cozinha.
— O QUE É ISSO?! — Meu grito cortou o ar.
Os três pararam. Um deles, claramente sem graça, ergueu as mãos.
— Senhorita, perdão. Somos da equipe da mansão. O senhor Eduardo mandou vir buscar suas coisas.
Meu estômago despencou.
Puxei o celular com a mão trêmula e liguei para ele.
— Eduardo?! — Eu quase gritei quando ele atendeu. —