Rafael
Eu passei a última semana observando Isadora se desintegrar em câmera lenta. Para o mundo, eu sou o CEO implacável, o homem que lê gráficos e antecipa crises, mas dentro daquelas quatro paredes, eu era apenas um homem aterrorizado. Eu via cada sinal: a palidez que a maquiagem não escondia, o modo como ela segurava as náuseas no café da manhã e, principalmente, o silêncio. Um silêncio que me lembrava os porões gelados da minha própria criação com Beatrice.
Isadora estava se escondendo d