Rafael
O escritório da mansão Vaz, que outrora fora o palco de negociações implacáveis e noites solitárias de trabalho, agora carregava uma atmosfera diferente. Isadora costumava aparecer no fim da tarde com uma xícara de café ou apenas para sentar-se na poltrona e ler enquanto eu finalizava os relatórios. Mas, naquela tarde de terça-feira, a paz foi interrompida por uma batida frenética na porta — o tipo de batida que só o meu irmão, Eduardo, era capaz de reproduzir.
— Rafael, eu preciso de