Capítulo 52
O vento soprava suavemente no cemitério, fazendo as folhas das árvores balançarem com um som tranquilo. O céu estava limpo, naquela tarde.
Victor permaneceu parado diante do túmulo do irmão, com as mãos nos bolsos e um olhar sereno. Ele vinha sempre que podia, mas hoje era especial.
— Dez anos, mano… — murmurou, soltando um suspiro longo. — Parece que foi ontem que tudo aconteceu. Que tudo mudou na minha vida.
Ele passou a mão pelos cabelos, sentindo um nó na garganta, mas sorriu.
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