— Por quem? Pelo cara com quem trabalho temporariamente? Não viaja, Louis.
Ele fica um tempo em silencio. Então sinto que ele se senta do meu lado e encosta nossas pernas.
— Não por mim. Por você mesma. — diz. — Ficar em um relacionamento por comodismo, é horrível. Sem amor, pior ainda.
— Sim, você tem razão. Mas... eu sei lá.
— Não consegue terminar.
— É. — confesso. — E esse final de semana, ele fez de tudo para melhorar. Foi incrível.
— Então vocês...
— Louis, eu confesso que sinto uma atração por você. Mas não sei o que fazer. É muito confuso.
— Me deixa te ajudar?
Eu ia perguntar como ele pretendia fazer aquilo, quando senti suas mãos em minhas pernas, virando-me para outra direção. Suas mãos sobem para o meu rosto, onde ele segura e acarinha, enquanto meu coração bate rapidamente.
— Louis...
— Estamos sozinhos. — sussurra. — Só me deixa fazer isso.
Não nego. Que tipo de pessoa eu seria, se negasse um beijo daquele homem e naquelas circunstâncias?
— Vou aceitar s