A mansão não estava em alerta máximo. Esse era o detalhe mais perigoso.
Os sistemas operavam dentro de parâmetros aceitáveis, a equipe mantinha rotinas intactas, e até os sensores externos reportavam estabilidade. Ainda assim, havia algo errado — não no que se via, mas no que deixara de acontecer. O intermediário não pressionava mais. Não testava. Não provocava.
Anthony foi o primeiro a verbalizar o incômodo.
— Ele parou de medir reação — disse, encarando a tela imóvel demais. — Isso não é retração. É decisão.
Dominic permaneceu de pé, braços cruzados, olhando para além dos monitores, como se a ameaça estivesse em algum ponto invisível da estrutura. — Então ele já escolheu o movimento.
— Ou escolheu o alvo — Anthony respondeu.
O silêncio que se seguiu não foi estratégico. Foi humano.
Elena estava presente, sentada à extremidade da sala, Liam apoiado contra ela, distraído com um objeto qualquer que girava entre os dedos pequenos. Ele não parecia assustado. Parecia atento. Como se aguar