O silêncio depois do capítulo anterior não trouxe alívio.
Ele trouxe ausência.
Dominic percebeu isso antes mesmo de abrir os olhos. Havia uma diferença sutil no ar da casa quando algo escapava ao controle — não era barulho, nem movimento. Era a falta deles. Uma quietude que não vinha da ordem, mas da retirada.
Ele se levantou sem chamar ninguém. Não queria vozes naquele instante. Queria confirmar, com os próprios sentidos, o que a mente já tinha calculado durante a madrugada inteira.
Elena não estava no corredor lateral onde costumava passar nos primeiros minutos da manhã. Não estava na cozinha, nem na sala de apoio onde organizava os horários de Liam. O relógio marcava um atraso pequeno demais para justificar preocupação racional — grande demais para ignorar.
Dominic sentiu a primeira fissura interna ali.
Não era medo. Ainda não. Era algo mais seco: a percepção de que, pela primeira vez desde o início daquele jogo, ele não tinha posição exata de todas as peças.
— Onde está a Elena? —