A noite havia sido longa demais — e curta demais ao mesmo tempo.
Elena mal dormiu. Cada ruído no corredor, cada vibração da casa a despertava sobressaltada. Liam, porém, dormiu agarrado a ela, tranquilo, como se sentisse que precisava estar perto. Ela passou a madrugada inteira observando a respiração dele e desejando, em vão, sentir metade daquela paz.
Mas não podia.
Não depois de tudo o que descobrira.
Quando deu seis da manhã, Elena já estava de pé, ajeitando a cama e tentando reorganizar os pensamentos. Precisava parecer normal — o que era quase impossível quando sabia que estava sendo observada e usada como peça em algo que mal compreendia.
A resposta era simples: não tinha escolha.
Ela saiu discretamente do quarto com Liam ainda sonolento no colo. O garoto fungou, esfregou os olhos e murmurou:
— E…na… frio.
— Já vamos colocar sua blusa — ela sussurrou, beijando sua testa. — Está tudo bem, meu amor. A Elena está aqui.
Ao descer a escada, percebeu que não era a primeira a