A manhã começou sem pressa, como se a casa tivesse aprendido um ritmo próprio e recusasse qualquer aceleração externa. A luz entrou pelas janelas de maneira discreta, tocando os móveis sem reclamar atenção. Dominic acordou antes do despertador — hábito antigo que já não carregava tensão. Ficou alguns minutos observando o teto, não em vigilância, mas em reconhecimento. Aquilo era o que restava quando o excesso se retirava: um espaço possível de habitar.
Na cozinha, o café passou sem alarde. O so