O café da manhã na mansão Valverde tinha uma formalidade peculiar, quase coreografada. Tudo parecia preparado horas antes: a mesa impecavelmente posta, o aroma de café preenchendo discretamente o ambiente e um silêncio tão organizado que chegava a ser intimidador. A única coisa que destoava daquela estética perfeita era, inevitavelmente, eu. E Lorenzo, claro — mas o jeito doce dele fazia qualquer deslize parecer natural. Já eu… bom, eu ainda estava tentando parecer menos desastrada diante da po