Laena acordou antes do despertador. Não por hábito, mas porque o corpo ainda estava desperto demais para obedecer à lógica do horário. Havia uma lembrança viva espalhada pela pele, uma espécie de eco que não desaparecia com facilidade. O lençol ainda carregava o calor da noite, e o corpo de Dante ao lado do dela era uma presença pesada, real, impossível de ignorar.
Ela se mexeu devagar, sentindo o efeito imediato do movimento. Não era dor. Era consequência. Um lembrete claro de que a noite não