A manhã ainda estava se organizando quando o primeiro som diferente atravessou a casa: o tilintar discreto do portão, seguido da voz do segurança no interfone, baixa e formal, confirmando uma visita que não constava em agenda nenhuma.
Helena ergueu o olhar do arranjo de flores que ajustava na mesa da sala principal e, antes mesmo de responder, já sabia que aquele tipo de chegada cedo demais não carregava apenas pressa. Carregava intenção.
— Quem é? — perguntou ela, controlando o tom.
A resposta