CAPÍTULO 25 — QUANDO O CONTROLE COMEÇA A CUSTAR CARO
Depois daquela noite, fingir normalidade exigiu um tipo novo de esforço. Não era mais a contenção do desejo, mas a contenção da escolha. Tudo já tinha sido nomeado, reconhecido, assumido fora da casa. Agora, o que restava era sustentar isso dentro dela, onde não havia testemunhas institucionais, apenas paredes que guardavam silêncio demais e corredores que pareciam alongar qualquer proximidade.
A manhã começou tranquila demais para o que se acumulava por dentro. Lorenzo acordou bem, animado, e passou o café da manhã contando histórias desconexas sobre um sonho em que a casa tinha escadas infinitas. Dante ouviu com atenção genuína, rindo nos momentos certos, e eu observei aquela cena com uma mistura perigosa de ternura e desejo. Não era só atração. Era a imagem de algo que começava a se parecer com permanência.
Dante evitava tocar em mim diretamente, mas não evitava estar perto. Sentava-se próximo demais à mesa, inclinava-se para fal