Quando cheguei em casa, tudo estava em silêncio. Um silêncio quase sagrado. Daquele tipo que faz você respirar mais devagar para não estragar o momento.
Ema estava sentada no tapete da sala, com as costas apoiadas no sofá. Olivia dormia sobre sua barriga, com os bracinhos pequenos envolvidos em seu tórax, como se soubesse exatamente onde era seguro estar.
O livro estava aberto na mão de Ema, mas seu olhar não estava mais nas páginas. Estava na minha filha. Sempre nela.
Um copo de vinho repousav