Minha expressão de confusão fez Glória sorrir… como se ela tivesse acabado de me contar que o céu era azul.
Augusto continuava sentado e calado, admirando a noiva como se ela fosse uma boneca de porcelana cara e rara. Aquele tipo de olhar que diz: ela pode ser maluca… mas é minha maluca.
— Sim… Glória confirmou, com um ar quase inocente demais. Eu subornei o garçom e comprei a taça. Levei direto pro laboratório… junto com uma amostra da Olivia.
Ela fez uma careta culpada.
— Que eu também roubei quando fui visitar vocês um dia desses…
Eu fechei os olhos por um segundo e respirei fundo, tentando não gritar.
— O resultado saiu algumas horas atrás ela continuou. Me perdoa, Noah… mas eu sei que você nunca acreditaria em nenhuma teoria minha. Muito menos faria o exame. Ia ser como se você estivesse desconfiando da sua própria esposa.
Eu confirmei com a cabeça, devagar, derrotado.
Ela estava certa.
Eu tinha dinheiro. Muito.
Dinheiro demais.
Eu poderia comprar o que eu quisesse. Poderia me