Eu me encontrava em uma posição terrível. Se eu dizia ser amigo de Ema e, ainda assim, não soubesse o que estava acontecendo com ela, também me sentiria desesperado. Aquela sensação incômoda se instalou no meu peito no instante em que larguei o celular sobre a cama e ouvi seus passos descendo a escada.
O som era leve demais. Frágil demais.
Levantei o olhar no mesmo instante.
— Ema, posso te fazer uma pergunta?
Minha voz saiu cautelosa. Eu precisava sondá-la com cuidado. Ela era como uma ostra c