Meu sangue parecia gelo correndo pelas minhas veias.
Eu não conseguia respirar direito… e o vazio dentro do meu peito só se aprofundou quando a segunda mensagem começou a tocar na secretária eletrônica.
A voz era masculina.
Eu não conhecia.
E mesmo assim… eu senti que ela ia me destruir.
— E aí, cara… você chegou bem? Felipe ficou de deixar você em casa.
Meu coração apertou.
— Espero que você tenha mudado de opinião sobre a Ema, meu amigo. Ninguém merece se casar só pra se vingar de alguém.
Eu perdi o ar.
Senti como se minha garganta tivesse sido fechada por uma mão invisível.
— É… liguei pra Glória depois que nos encontramos ontem à noite e ela me explicou tudo, já que você tava bêbado como um gambá e não falava nada com nada…
A voz do homem riu, mas logo ficou séria de novo, e eu me apoiei na mesa com força, porque minhas pernas estavam falhando.
— Não sei onde você tava com a cabeça de querer punir ela dessa forma… mas toda mulher merece o dia perfeito no casamento, me ouviu? Não e