Assim que saí do box, enrolada no meu roupão felpudo rosa, senti o ar do quarto tocar minha pele ainda úmida, fria… e por um segundo, eu até pensei que a noite tinha terminado.
Mas então eu vi.
Noah estava sentado na beirada da minha cama, ainda vestido com a mesma roupa do jantar, como se ele não tivesse conseguido se mover desde que eu fechei a porta do banheiro.
O olhar dele estava longe.
Pesado.
E havia uma bandeja de prata sobre a minha mesa de cabeceira. Uma xícara de chá fumegante repousava ali, delicada, perfeita… como se fosse um pedido silencioso de paz.
Meu estômago revirou.
Eu apertei o roupão contra o meu corpo por instinto, como se aquele tecido pudesse me proteger de alguma coisa que eu nem sabia nomear.
Noah levantou a cabeça devagar.
E quando os olhos dele encontraram os meus, eu senti o coração bater errado.
Ele estendeu a mão.
E eu fui.
Como sempre fui.
Como se eu não tivesse forças para ficar longe dele.
Tentei me sentar ao lado, mas Noah me puxou com firmeza, me c