Estar com Noah tem sido… um sonho. Um daqueles que a gente tem medo de acordar e descobrir que nunca existiu.
Em poucos dias, ele me mostrou um lado dele que eu jamais imaginei que estivesse guardado tão fundo. Noah era divertido, sim… mas do jeito dele. Um humor mais clássico, um pouco ácido, afiado na medida certa, e que sempre me arrancava um sorriso sem eu nem perceber.
A gentileza… essa eu já conhecia.
Mas o que estava me deixando sem chão era o quanto ele estava se revelando amoroso. Romântico. Presente. Cuidadoso.
E eu não conseguia evitar o pensamento que vinha toda vez, insistente, forte:
A falecida esposa dele foi muito sortuda.
Muito.
E eu pedia com todas as minhas forças… para que um dia eu também pudesse ter essa chance.
Porque estava ficando cada vez mais difícil mentir para mim mesma.
Eu o amava.
Com o coração inteiro.
Só que eu não podia dizer isso a ele.
Não ainda.
Eu precisava que ele falasse primeiro.
Porque, na minha cabeça, bastava eu abrir a boca e confessar que