Naquela noite, Matteo me chamou pro escritório.
Dessa vez, não havia planilhas na mesa, nem notebook aberto. Só duas xícaras de café.
— Ela te contou? — perguntei, sentando.
— Não — respondeu. — Eu ouvi.
Me encolhi um pouco por dentro.
— Eu ia te contar depois — garanti. — Não queria que parecesse segredo.
— Eu sei — disse. — Só… ver a cara dela ouvindo que você, um dia, talvez, não esteja mais aqui… foi mais difícil do que achei que seria.
— Pra mim também — confessei.
Ele me estudou por algun