29. Vittório Moretti
A porta do escritório fechou-se atrás de nós com o peso de uma sentença. Salvatore já se acomodara na poltrana diante da minha escrivaninha, as pernas cruzadas com a tranquilidade de quem se sente em casa. Lorenzo ocupou a poltrona à esquerda, Massimo permaneceu de pé junto à janela, os olhos fixos no movimento dos seguranças lá fora.
Sentei-me na cadeira principal, enfrentando o homem que podia ter matado meu pai.
— Uísque? — ofereci, por puro protocolo.
— *Grazie*. — Salvatore aceitou com um