24. Vittório Moretti
O uísque queimava minha garganta, mas não conseguia apagar o gosto dela.
Sentei-me na poltrona de couro do escritório, o copo baixo girando entre meus dedos, a escuridão além da janela tão vasta quanto o vazio que eu sentia no peito. O beijo ainda ecoava na minha mente — a suavidade dos lábios dela, o calor do corpo contra o meu, a forma como ela não se afastou quando eu disse que aquilo não podia acontecer de novo.
*Não pode*, repeti para mim mesmo. *Não pode.*
Mas isso não impedia que eu dese