Clara
O som do motor do carro de Alexander desaparecendo pela avenida ecoou no meu peito como uma sentença de morte. Eu ainda sentia o calor do seu hálito no meu ouvido, mas as suas últimas palavras — “Você sabe fingir muito bem” — queimavam mais do que o frio da neve que voltava a cair lá fora. Ele achava que eu era uma atriz. Que cada gemido da noite anterior, cada vez que eu clamei pelo seu nome enquanto ele me possuía com aquela fúria desesperada, foi parte de um script para garantir o próx