O jantar seguiu.
Não de forma cerimoniosa, nem tensa, apenas seguindo, como se aquele acordo recém-estabelecido tivesse criado uma superfície mais estável entre os dois. Ainda havia cuidado nos gestos, mas não mais o peso da vigilância.
Ana foi a primeira a quebrar o silêncio.
Não por obrigação.
Por vontade.
— Você sabe — disse, casualmente, girando o garfo entre os dedos — que essa deve ser a primeira conversa normal que a gente tem em um bom tempo.
Houve algo quase divertido no tom. Não