O silêncio que se instalou depois da pergunta não foi abrupto. Apenas se alongou.
A mesa continuava intacta, o vinho servido, o jantar ainda quente. Nada havia mudado à primeira vista, e, ainda assim, tudo estava ligeiramente fora do lugar. Como se a conversa tivesse cruzado um limite invisível.
Natan apoiou as costas na cadeira e respirou fundo, um gesto contido, mais de organização interna do que de fuga.
— Tudo bem — disse, afinal. — O que você quer saber?
Ana manteve o tom cuidadoso