Natan foi o primeiro a se mover.
Deslizou devagar para fora da cama, atento ao mínimo ruído, como se qualquer som mais brusco pudesse quebrar algo frágil demais para ser nomeado. Ana dormia de lado, o corpo recolhido, os traços suavizados por um descanso que ela claramente não tivera. Não se mexeu quando ele se levantou.
Ele ficou ali por alguns segundos, observando.
Não era hábito. Nunca fora. Pessoas dormindo sempre lhe pareceram vulneráveis demais, expostas a uma intimidade que ele não