Ana desceu para a cozinha por volta das onze, ainda com o corpo pesado de uma noite mal dormida. Não era cansaço físico, exatamente. Era o tipo de exaustão que se acumulava na cabeça, nos pensamentos que insistiam em voltar ao mesmo ponto sem encontrar conclusão.
Pegou um copo no armário, abriu a geladeira devagar e se serviu de água gelada. Bebeu um gole longo, apoiando a mão no balcão como se aquilo pudesse ancorá-la no presente.
O reflexo no vidro da porta da geladeira parecia denunciar m