65. Não Preciso Fingir
Me viro devagar, ainda segurando minha blusa contra o peito, e encontro Lucas me observando da cama, apoiado no cotovelo, com um olhar que parece ler cada pensamento meu.
— Eu… preciso ir ao banheiro — respondo, rápido demais para ser verdade.
Ele arqueia uma sobrancelha, e um sorriso lento se forma nos lábios dele.
— Pensei que fosse fugir de novo — diz, num tom meio brincadeira, meio verdade. — Afinal, parece ser seu hobby favorito quando as coisas ficam… intensas.
— Não, eu… só vou ao banheiro — murmuro, sentindo meu rosto esquentar. — É sério.
Lucas me observa por mais alguns segundos, como se decidisse se acredita ou não. Mas nem espero: praticamente corro para o banheiro, fechando a porta atrás de mim.
Apoio as mãos na pia de mármore e respiro fundo.
O que eu estava pensando? Tentar fugir de novo?
Sim, eu ia. Ia porque preciso pensar, preciso digerir tudo. Porque a noite foi incrível, perfeita, mas… meus pensamentos estão tumultuados demais.
Levanto o rosto,