37. Limites Profissionais
Depois do café, todos vão para a sala de estar, onde uma árvore de Natal gigantesca domina o ambiente.
Embaixo dela, dezenas de presentes perfeitamente embrulhados ocupam boa parte do chão.
Oliver corre até a árvore e começa a vasculhar os pacotes, lendo os nomes em voz alta, completamente empolgado.
— Esse é da tia Sophia… esse é do vovô… ESSE É MEU!
Ele rasga o papel rapidamente e, em poucos minutos, já está cercado de brinquedos novos: Legos, um telescópio infantil, roupas de astronauta…
Observo de longe, sorrindo. É impossível não sorrir quando Oliver está feliz assim.
— Ivy! — Ele me chama de repente, correndo até mim com uma caixa pequena nas mãos. — Esse é pra você!
Franzo a testa, surpresa.
— Pra mim?
— É! — insiste, empurrando a caixa contra meu peito. — Abre!
Olho para o embrulho em papel prata, completamente sem jeito. Agora todos estão me observando.
— Oliver, você não precisava…
— ABRE LOGO!
Suspiro, vencida, e rasgo o papel com cuidado, encontrando uma caixi