38. Impossível Resistir
Mordo o lábio sob o olhar de Lucas e, por um segundo, me arrependo de ter provocado.
Ele inclina a cabeça e me encara como se estivesse avaliando uma decisão que já escapou do controle. Então dá um passo na minha direção e, instintivamente, meu corpo trava.
Não consigo ir nem para frente, nem para trás. Fico presa entre a parede fria e o homem que insiste em fingir que não me quer, enquanto me olha como se estivesse memorizando cada detalhe.
— Você gosta mesmo de provocar — ele diz, baixo, rouco.
— Só fiz uma pergunta — respondo, tentando manter a voz firme.
— Não — ele corrige, sem tirar os olhos de mim. — Você testou um limite.
— E você passou dele? — pergunto, antes mesmo de pensar melhor.
— Ainda não — responde, com um quase sorriso no canto da boca. — Mas você está brincando perigosamente com isso.
Engulo em seco e levanto o rosto, fingindo indiferença. Meu coração, porém, bate rápido demais para sustentar a farsa.
Num movimento lento e deliberado, Lucas apoia uma das mãos na pa