— Eu cheguei mais cedo hoje — Marina disse, sem parar de andar. — Venho fazendo isso desde o incêndio.
Concordei com a cabeça, batendo o lado da caneta na mesa. Não sabia quando tinha começado a fazer aquilo. Só notei quando o barulho foi ficando mais alto, consequência da minha ansiedade, que fazia com que eu batesse a caneta cada vez mais forte na mesa.
Marina andava de um lado pro outro na minha frente, os braços cruzados sobre o jaleco, o olhar pra baixo. Eu deixei ela falar. Conhecia Marin