Abel Arruda
Permaneci parado por alguns minutos ali na sala.
Meu pau latejando de tesão, sem reação, ainda atordoado pela atitude da Isadora.
Minha vontade era de subir atrás dela, jogá-la na cama e fodê-la até esgotar minhas forças e minha fome dela — se é que isso é possível.
Respirei fundo, tentando retomar o controle.
Acabei soltando um riso anasalado, nervoso, mas carregado de uma admiração sombria.
Aquela mulher era temperamental, perigosa e tão orgulhosa quanto eu.
Ela sabia ex