LEON
Valentina estava estranha há dias. Mais nervosa, evasiva, sempre encontrando desculpas para fugir de qualquer conversa mais longa comigo. Eu tentava me convencer de que era impressão minha, mas algo no fundo me dizia que ela escondia algo grave — talvez relacionado à saúde, pois andava pálida. Por isso, quando a vi saindo pelo portão da mansão em direção à universidade, não consegui ficar quieto.
Desci as escadas decidido. Isadora estava na sala, com uma taça de vinho na mão.
— Leon, aonde