O vento soprava forte do mar, fazendo as cortinas da varanda balançarem como véus de um passado que insistia em retornar. Dante caminhou até uma cristaleira antiga, abriu uma gaveta e retirou uma pequena caixa de madeira, gasta pelo tempo, cujas manchas e arranhões contavam sua própria história de dias vividos e memórias guardadas. — Há algo que vocês precisam ver. — disse, pousando-a sobre a mesa de carvalho, que tinha um brilho sutil, quase mágico, à luz do final da tarde. Nicolas e M