ADRIANO
É tarde da noite e o silêncio da casa pesa mais do que o cansaço do dia. Estou no escritório, a única luz acesa no casarão inteiro.
Assino papéis mecânica e lentamente: notas de compra, relatórios da fazenda, contratos de fornecimento. Coisas práticas, objetivas, que não exigem sentimento. Talvez por isso eu esteja aqui há horas, prolongando tarefas que poderiam ter sido feitas em menos da metade do tempo.
Empurro a última folha para o lado e fecho a pasta com um estalo seco. Acabou. Pe