O primeiro som que denunciou a presença de alguém no quarto foi o deslizar suave das rodas de um carrinho sobre o chão.
Levantei os olhos quase imediatamente.
A mulher que atravessava o quarto empurrando o carrinho me pareceu familiar por um segundo, até que a lembrança se encaixou.
A entrevista.
Na tela do computador ela parecia distante, quase neutra, uma presença profissional fazendo perguntas com educação impecável. Ali, dentro do quarto, era diferente. A postura reta, o cabelo preso com pe