Capítulo 5

Depois de se divertirem, Marina e Sofia subiram para tomar banho e trocar de roupa para o jantar.

Os patrões iriam receber visitas: o irmão mais novo do senhor Luciano, a esposa, a filha e o cunhado jantariam com eles. Marina ainda não tinha tido a chance de conhecer o restante dos membros da família Albuquerque, mas sentia curiosidade em saber como eram o irmão do senhor Luciano e sua esposa.

O senhor Rafael tinha saído assim que a babá chegou, dizendo ter um compromisso importante. Marina bem que ficou curiosa para saber que compromisso era esse.

Depois de arrumar Sofia e deixar a menina aos cuidados de Lúcia, foi se arrumar e ficou pensando.

Hum… o que o senhor estressado foi fazer?

Será que ele tinha uma namorada escondida?

Uma amante? Ou só queria mesmo ficar longe dela?

Pelo jeito, dona Francesca sabia aonde ele ia, e Marina ficou com vontade de perguntar, mas preferiu ficar calada. Que ele ficasse longe mesmo; assim não atrapalharia o jantar com aquela cara fechada dele.

Marina estava pronta. Tinha escolhido uma calça jeans, uma blusa branca de botão e sapatilhas. Não queria se arrumar demais para não causar uma impressão errada nos parentes dos patrões.

Quando apareceu na sala, os convidados já tinham chegado, e a moça se desculpou pelo atraso.

Francesca apresentou os cunhados à moça, e Marina gostou do casal Isabel e Roberto.

A filha deles era um pouco mais velha que Sofia. Chamava-se Bianca, e a garota apenas sorriu para a babá ao ser apresentada.

Francesca apresentou Marina a Leonardo, que não perdeu tempo em puxar conversa com a moça. Sofia chamou Bianca para brincar no jardim, e a menina avisou Marina que brincaria até a hora do jantar.

— Boa noite, senhorita Marina!

Leonardo, cunhado do senhor Roberto, tinha trinta anos. Era alto, de cabelos loiros, olhos azuis e um sorriso encantador.

— Filha, Leonardo, além de ser cunhado do Roberto, trabalha com Rafael e Luciano na empresa — explicou Francesca.

— Prazer — Marina respondeu ao ser apresentada.

— O prazer é todo meu! — disse Leonardo, encantado, segurando a mão da jovem por mais tempo do que o necessário.

Isabel chegou e cortou o clima entre os dois, dando um beijo e um abraço em Marina.

— Cunhada, como Marina é bonita e jovem.

— Como você convenceu Rafael a aceitá-la?

Marina se sentiu constrangida com o rumo da conversa e tentou se distrair conversando com Leonardo, fingindo não ouvir o que as duas diziam.

— Senhorita, está gostando de trabalhar na mansão?

— Sofia é uma criança especial. Tenho certeza de que as duas já estão bem entrosadas, não é?

Marina tinha gostado de Leonardo. Ao contrário de certos arrogantes, ele era jovem, bem-humorado e muito bonito.

— Sofia é uma querida para mim, e nós duas já somos bem amigas, sim.

A conversa dos jovens fluía tão bem até que Marina ouviu Isabel perguntar se Rafael tinha ido encontrar uma mulher cujo nome ela não conseguiu entender.

— Ah, cunhada, você sabe como são aqueles dois…

— Meu filho não pretende se casar. Ela não quer renunciar à carreira, e Sofia, por mais que goste dela, não quer uma nova mãe.

— Você sabe que esses casais modernos eu até respeito, mas, por mim, os dois já estariam casados e criando Sofia.

— Luciano pensa diferente e acha que não devemos nos meter na vida do nosso filho.

Marina congelou ao ouvir aquilo. Então o senhor Rafael tinha uma namorada, quase noiva, e dona Francesca já pensava em casamento.

— Leonardo, com licença, preciso subir um instante para pegar o casaco da Sofia.

— As duas estão no jardim, e o tempo começou a esfriar.

Foi correndo até o quarto da menina, sem entender por que seu coração estava disparado. Saber que o patrão tinha outra mulher em sua vida a deixou estranhamente incomodada.

Pegou o primeiro casaco que viu e ia para o jardim quando acabou esbarrando em alguém na porta que dava para a varanda.

Deu de cara com Rafael, que a segurou pelo braço para evitar que ela caísse.

— Cuidado, senhorita!

— Senhor, me desculpe… eu estava distraída.

Rafael esboçou um meio sorriso pela primeira vez, e a covinha em seu rosto apareceu mesmo com a barba.

— Onde Sofia está?

— Ela e Bianca estão brincando no jardim. Seus pais estão na sala com a família do seu tio. Vim buscar um casaco, o tempo esfriou e ela pode pegar um resfriado.

— Vou falar com meus pais primeiro e depois vejo minha filha.

Ele respondeu, deixando Marina sozinha.

Ela seguiu caminhando com as pernas trêmulas e o coração acelerado, sem entender o motivo.

Quando Rafael chegou à sala, Isabel foi a primeira a cumprimentá-lo.

— Meu querido, ainda bem que chegou para jantar com a família.

Rafael beijou Isabel no rosto, cumprimentou o tio e Leonardo, que conversava com Luciano.

— Tive um compromisso, mas como estão todos?

Sentou-se ao lado de Leonardo e deu um abraço no amigo.

— E então, já se recuperou do casamento da Gabriele ou ainda sofre pelos cantos do escritório? — provocou Rafael.

Toda a família sabia que Leonardo e Gabriele tinham sido namorados desde a infância, mas ela acabou se apaixonando por Antônio. Leonardo, porém, já tinha superado e estava feliz pela ex-namorada.

— Falando no casal, quando eles voltam da lua de mel? — perguntou Isabel.

Francesca respondeu que em poucos dias estariam de volta ao país.

A conversa girou em torno de negócios até que Lúcia avisou que o jantar estava pronto.

Todos seguiram para a sala de jantar, enquanto Rafael foi buscar a filha no jardim.

Encontrou Marina brincando de bola com Sofia e Bianca e ficou por um instante observando as três. Sofia avistou o pai e correu até ele.

— Papai, o senhor chegou antes de eu ir para a cama!

Rafael pegou a filha no colo. Marina chamou as meninas para lavarem as mãos antes do jantar.

Durante a refeição, tudo transcorreu em paz. Marina se sentiu como se fosse da família, principalmente por causa da amizade com Leonardo, que era divertido e brincalhão. Essa proximidade não passou despercebida por Rafael.

Leonardo é muito ingênuo… pelo jeito já se encantou pela babá, pensou.

Marina percebeu o olhar de reprovação do patrão, mas fingiu não notar.

Depois do jantar, todos foram para a sala tomar café. Marina se despediu primeiro, pois Sofia precisava acordar cedo.

Leonardo trocou telefones com Marina, e os dois combinaram de visitar uma exposição na semana seguinte. Ela ficou animada ao descobrir que tinham gostos em comum.

Os convidados se despediram, e Sofia logo adormeceu. Marina foi para o quarto, organizou suas coisas e pegou um romance para ler até o sono chegar.

**

Mais tarde, Rafael ficou sozinho na sala. Subiu para ver se a filha dormia e, no corredor, sentiu o celular vibrar.

Espero que tenha chegado bem. Amanhã viajo a trabalho e ficarei fora por quinze dias. Vou sentir saudades.

Rafael sorriu ao ler a mensagem. Beijou a filha adormecida e ajeitou a colcha. Depois, desceu à cozinha para preparar um café forte — curiosamente, o café o acalmava.

**

Marina percebeu que sua jarra de água estava vazia e foi até a cozinha. Encontrou Rafael sentado na banqueta, tomando café e mexendo no celular.

— Desculpe incomodar, senhor. Vim apenas encher minha jarra de água.

Rafael ficou em silêncio, observando-a.

Marina se despediu e ia sair quando ouviu a pergunta:

— A senhorita babá gostou do Leonardo?

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