NARRADORA
A casa de hóspedes era agora um cenário de guerra. O cheiro de metal e chuva impregnava o quarto improvisado. Sofia estava deitada sobre a mesa da cozinha, que Mark e Diana haviam coberto com lençóis brancos, agora manchados por uma realidade brutal. O som do trovão lá fora era o único anestésico que ela tinha, cada estrondo abafando seus gritos de agonia.
Diana, com as mãos trêmulas mas precisas, havia acabado de fazer a incisão. Sofia mantinha os olhos abertos, fixos no teto, as mão