NARRADORA
A chuva era uma cortina de aço que açoitava o rosto de Alexandre enquanto ele corria pela propriedade. Ele caiu duas vezes na lama, rasgando o terno caro, as mãos sangrando por causa dos galhos caídos, mas ele não sentia nada. A imagem de Sofia aberta naquela mesa e o choro do bebê ecoando pelos monitores eram as únicas coisas que existiam em sua mente.
Ele era o dono de tudo o que os olhos podiam ver, mas naquele momento, ele se sentia o homem mais pobre e impotente do mundo.
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