Felícia acordou com um sobressalto.
O peito apertado, a respiração curta — como quem sai de um pesadelo mas ainda não tem certeza de que saiu. Ela precisou sentar na cama e esperar alguns segundos até que o quarto parasse de girar.
"Há seis anos eu a considerei morta pra mim."
As palavras de Mael estavam ali, tão nítidas quanto na noite anterior. Ela havia recuperado a consciência brevemente no hospital, o suficiente para ouvir aquela frase dita em voz baixa para Germano — não para ela, nun