Felícia lutou instintivamente quando os braços de Mael a ergueram do chão.— Fica quieta — ele disse, com a voz tensa e baixa. — Se não quer piorar a perna, para de se mexer.Ela olhou para baixo. A gaze estava encharcada de vermelho. Ficou quieta.O braço de Mael sob seus joelhos era firme como barra de ferro, e ela foi obrigada a pressionar contra o peito dele para não desequilibrar. Podia sentir o coração dele batendo — estável, forte, um ritmo que ela conhecia de memória e havia tentado esquecer por seis anos.Naquela época, ela pensou, eu adorava deitar no peito dele depois.Ele costumava perguntar, com aquela voz rouca de depois:"Você gosta de mim, ou só gosta de dormir comigo?"E ela, sempre provocando, sempre testando os limites que ele colocava:"Gosto de dormir com você, claramente."Mael havia acreditado. Ela havia deixado que acreditasse. E quando finalmente terminou com aquela frase — "estou cansada de dormir com você" — ela havia destruído exatamente o que construíra, u
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