Mundo de ficçãoIniciar sessãoEu e Ryan estávamos casados havia nove anos. Ele era um puro-sangue, o Alfa de toda a Alcateia Dente de Prata. E eu? Apenas uma "luna temporária", escolhida como parte de uma aliança política dentro da alcateia. Durante esses nove anos, ele trouxe para casa um total de 199 mulheres. E, naquela noite, chegou à número 200. Ela era uma Ômega jovem que havia acabado de atingir a maturidade. Durante o banquete, ela lançou sinais claros de submissão e desejo por Ryan. Ele não recusou. Pelo contrário, levou-a diretamente para o território que dividíamos. Quando a garota entrou pela porta, ela me viu sentada no sofá da sala. Seu olhar estava carregado de escárnio, sem o menor esforço para disfarçar. — Alfa, é essa que é sua... luna que você nunca marcou? Ryan, encostado preguiçosamente no encosto da cadeira, respondeu de forma indiferente: — Sim. A garota caminhou até mim com passos lentos e provocadores. Ela parou ao meu lado, olhou-me de cima com um sorriso arrogante e cheio de desdém. Depois, ergueu a mão e deu leves tapinhas no meu rosto, como se quisesse marcar seu território. Sua voz era suave, mas carregada de desafio: — Preste atenção esta noite. Vou te mostrar o que realmente enlouquece um Alfa. Naquela noite, fui obrigada a permanecer na porta do quarto deles, ouvindo os sons da união deles durante toda a madrugada. Era como se fosse um ritual de humilhação, uma ferida deixada em mim de propósito. Quando o dia amanheceu, Ryan desceu as escadas como fazia todas as manhãs. Seu rosto estava frio e inexpressivo, e ele ordenou sem qualquer emoção: — Prepare o café da manhã. Quero carne crua e café com cedro. Eu recusei. Ele parecia ter esquecido que nosso casamento era apenas um contrato. Nunca houve marcas entre nós. E naquele dia, era exatamente o terceiro dia antes do fim do nosso acordo.
Ler maisNaquele entardecer, eu estava terminando uma nova pesquisa sobre ervas medicinais quando, de repente, vi Ryan parado na porta.Franzi as sobrancelhas, desviando o olhar, e tentei passar por ele rapidamente. Mas ele me segurou com um único gesto, envolvendo meu braço, enquanto sua voz baixa, cheia de uma ansiedade que eu nunca tinha ouvido antes, me chamava:— Daisy.Passei anos ao lado dele, mas essa foi a primeira vez que ele me chamou assim, com tanta urgência. Olhei para ele, sem nenhuma expressão no rosto:— O que você quer?Os olhos de Ryan tinham um brilho de súplica contida:— Daisy, eu vim para te levar de volta à alcateia.Eu o encarei, confusa:— Voltar para onde? Minha casa é aqui.Ele estendeu a mão, tentando me puxar, mas eu me esquivei com agilidade.— Eu quero te levar de volta para o lugar que realmente pertence a você. — Disse ele.Um sorriso amargo surgiu em meus lábios. Lembrei-me claramente do que ele havia me dito no passado, como um aviso:— Casa? A sua casa nunca
Quando finalmente terminei meus compromissos, já haviam se passado sete dias. Assim que liguei o celular, a primeira coisa que apareceu foi uma transmissão ao vivo: a cerimônia em que Clare seria oficialmente declarada Luna.Movida pela curiosidade, cliquei para assistir.Clare vestia um manto branco impecável, com um sorriso radiante, como o sol em um dia de inverno. Mas a expressão de Ryan era completamente diferente. Ele parecia carregado, com o rosto tão sombrio quanto um céu coberto de nuvens.Ryan olhava ao redor do salão, como se estivesse procurando por algo ou alguém. Mesmo quando a cerimônia começou, ele parecia alheio, perdido em sua própria mente. Clare precisou chamá-lo várias vezes até que ele finalmente reagisse.Enquanto o mestre de cerimônias se preparava para dar início à declaração oficial, Ryan novamente varreu o local com os olhos, como se quisesse confirmar algo.De repente, ele tomou o microfone das mãos do mestre de cerimônias e, com uma voz fria, anunciou:— Es
Ryan havia ordenado que descobrissem meu paradeiro, mas, em Kwanza Norte, eu não fazia a menor ideia do que estava acontecendo.Naquele momento, eu estava no laboratório da alcateia com Jason, discutindo os dados do novo composto que estávamos desenvolvendo.Por ter passado tantos anos desconectada do mundo exterior, quando voltei a trabalhar na região, ainda levei um tempo para me readaptar. Mas, com tantas tarefas acumuladas, não havia espaço para pensar em problemas passados.Dois dias atrás, nosso laboratório recebeu uma encomenda para desenvolver um creme terapêutico à base de ervas. Desde então, eu e Jason estávamos liderando a equipe em turnos exaustivos, trabalhando até altas horas da madrugada.Quando finalmente conseguimos estabilizar as proporções dos ingredientes, meu celular tocou de repente.Era um dos empregados velhos da mansão. Poucas pessoas sabiam que eu havia partido, e ele era uma delas.Ele contou que Ryan tinha voltado para casa todas as noites com o rosto fechad
O avião pousou nas Cordilheiras de Gelo, em Kwanza Norte, enquanto o vento gelado uivava sem parar. Eu me enrolei no casaco grosso e avistei Emily acenando animada para mim. Assim que saí do terminal, ela correu até mim e me deu um abraço apertado e caloroso:— Parabéns por finalmente se livrar do passado e começar uma nova vida.Eu dei um leve soco no ombro dela e sorri, sem dizer nada.Emily mudou de expressão, ficando mais séria, e disse:— Vamos logo. O espaço de ervas medicinais ainda tem muita coisa para resolver. Ah, esse aqui é Jason, o assistente que escolhi para trabalhar com você.Assim que ela terminou a frase, um jovem que estava discretamente atrás dela deu alguns passos à frente.Cumprimentei Jason rapidamente e, sem perder tempo, seguimos juntos para o espaço de ervas.Desde o momento em que encontrei Emily, mergulhei em uma rotina de trabalho intensa.Todos os dias, eu ficava ocupada até altas horas da noite, só voltando para o meu pequeno apartamento alugado quando es





Último capítulo