POV Heitor Montenegro
Eu estava em pé, olhando pela janela do meu escritório, tentando processar o turbilhão de emoções que explodiam dentro de mim. O hospital, o acidente, Elena… a dor dela, o desespero que eu vi nos olhos dela quando começamos a perder nosso filho, tudo se misturava. O sabor de ferro ainda estava na minha boca, o cheiro da ambulância, as sirenes cortando o ar. E, mais do que tudo, o vazio que eu sentia dentro de mim, a impotência de não poder salvar nada.
A porta se abriu com