POV Isadora Ferraz
A chuva fina dançava no vidro, enquanto a cidade se despia do caos e vestia o silêncio úmido da noite. Dante dirigia tranquilo, uma mão no volante, a outra apoiada perto da marcha, dedos longos batucando de leve uma melodia muda. O carro cheirava a café e mistério, e eu… eu estava tentando não olhar para ele mais do que devia.
Mas era difícil. Ele estava lindo demais naquele moletom escuro, barba por fazer, aquele ar de “sou forte, mas tô tentando ser gentil”, e a voz grave